Nossa história

Uma história construída por pessoas.

Ao longo de mais de três décadas, o Tuidara esteve em escolas, asilos, igrejas, clubes, quartéis, imóveis alugados, parques e terrenos públicos. Nenhuma mudança foi capaz de interromper sua trajetória.

A origem

Uma preocupação da comunidade virou uma ideia.

Antes da primeira atividade, a direção do Colégio Albert Einstein buscava oferecer experiências educativas às crianças e aos adolescentes da região. A proposta chegou até Irene Osório, que aproximou a escola dos irmãos Fernando, Walter, Paulo e Ricardo Hoenen.

Irene apresentou o Escotismo como uma oportunidade aberta a meninas e meninos. Os irmãos Hoenen visitaram as salas de aula, despertaram o interesse dos alunos e ajudaram a reunir as primeiras famílias e os adultos que tornariam possível a criação do Grupo.

A ideia apresentada em uma reunião de pais começava, assim, a se transformar no Grupo Escoteiro Tuidara.

O nascimento

Da primeira atividade à primeira Promessa.

O Grupo iniciou suas atividades em 13 de outubro de 1990, no Colégio Albert Einstein, na Vila Campesina. Maria Tereza da Silva Rodrigues ocupava a presidência e Walter José Marques Hoenen era o Chefe de Grupo.

A fundação oficial é reconhecida em 23 de fevereiro de 1991, quando Carlos Roberto Machado Júnior realizou a primeira Promessa Escoteira juvenil. Antes mesmo do primeiro ano, o número de integrantes já superava o espaço disponível.

Nome e símbolo

A coruja que observava a fogueira.

O nome Tuidara, a coruja e o tradicional Grito de Grupo foram contribuições do ex-chefe Ricardo Hoenen. A ideia nasceu de uma lembrança de acampamento: uma coruja acompanhava atentamente a conversa ao redor da fogueira, como se participasse do momento.

A ave reunia sabedoria, atenção, observação e a mística das atividades escoteiras. Para nomear o Grupo, foi escolhida a palavra Tuidara, uma forma popular de se referir à coruja-das-torres.

A evolução preservou a forma original

Símbolo do Tuidara adotado em 19901990
Símbolo do Tuidara adotado em 19951995
Símbolo do Tuidara adotado em 20112011
Símbolo do Tuidara adotado em 20172017
Cores e lenço

Uma identidade ligada ao Escotismo e a Osasco.

O azul foi escolhido por ser a cor indicada para patrulhas de nome Coruja nas orientações escoteiras originalmente definidas por Baden-Powell. Como a coruja havia sido escolhida como símbolo do Grupo, a referência também inspirou uma das cores do lenço. O vermelho, presente na bandeira de Osasco, reforçou a ligação com a cidade. O amarelo surgiu para garantir contraste na aplicação do primeiro símbolo por serigrafia.

Depois, a aplicação passou a ser bordada e a coruja recebeu novos detalhes. Mesmo com as mudanças de acabamento, o símbolo atual preserva uma ligação direta com a imagem dos primeiros anos.

Registro histórico do primeiro lenço do Tuidara
Registro do primeiro lenço do Grupo.
Detalhe do lenço atual do Grupo Escoteiro Tuidara
Detalhe da identidade atual.
Protagonismo

Uma história escolhida pelos próprios jovens.

Foram os lobinhos que escolheram os nomes Flor Vermelha e Kipling. As meninas da Ianomami defenderam sua participação em patrulhas mistas. Jovens da Falcão decidiram recuperar a Pantera. Pioneiros transformaram Tuan Tuiu em Clã Fênix.

Essas escolhas mostram um princípio central do Movimento Escoteiro: os jovens não são apenas participantes. Eles são protagonistas das histórias que vivem.

Linha do tempo

Recomeçar também faz parte da jornada.

Uma ideia nasce no Colégio Albert Einstein

Durante uma reunião de pais e mestres, surge a proposta de oferecer atividades educativas aos jovens da região. Irene Osório aproxima a escola dos irmãos Hoenen e começa a organização do futuro Grupo Escoteiro Tuidara.

O início da jornada

Em 13 de outubro, o Tuidara inicia suas atividades no Colégio Albert Einstein, na Vila Campesina, em Osasco.

A primeira Promessa

Em 23 de fevereiro, Carlos Roberto Machado Júnior realiza a primeira Promessa juvenil do Grupo. A data passa a ser reconhecida como sua fundação oficial.

Novas tropas e identidades

Nasce a Tropa Escoteira Ianomami. No Ramo Sênior, surgem o nome Mafeking, sua primeira bandeira e a Tropa Guia Brownsea.

Reformar, reconstruir e recomeçar

Depois do Asilo Vicentino, o Grupo passa pelos colégios Pinheiro Machado e João Batista de Brito e pela Igreja do Sagrado Coração de Jesus.

A primeira experiência internacional conhecida

Integrantes viajam ao Chile para participar de um Jamboree Nacional com o Grupo Escoteiro Bacury e a delegação brasileira.

A primeira sede dentro de um quartel

Em 23 de maio, o Tuidara passa a usar a infraestrutura do 22º Depósito de Suprimentos e instala seus contêineres na área protegida.

Novas formas de organização

A Tropa Zulu funciona por um breve período, os lobinhos criam Flor Vermelha e Kipling, e divergências internas dão origem ao Grupo Escoteiro Órion.

Nasce o Clã Pioneiro Fênix

Os pioneiros transformam o Clã Tuan Tuiu e escolhem uma identidade que simboliza renovação, continuidade e capacidade de recomeçar.

Uma sede com mais autonomia

O Grupo aluga um imóvel na Rua Júlio Silva e vive cursos, encontros, festas, investiduras, atividades culturais e acampamentos simulados.

Uma nova fase no CSSIIEX

O Tuidara passa a usar uma área no clube e participa do IV Jamboree Nacional do Brasil, em Foz do Iguaçu.

O Jamboree Mundial da Suécia

Uma patrulha do Tuidara e adultos voluntários representam o Grupo no 22º Jamboree Mundial Escoteiro.

O sonho da sede definitiva

Uma área no Jardim D’Abril é cedida ao Grupo, mas questões legais de zoneamento impedem o início das obras.

Clube Delta e retorno ao quartel

Depois de uma passagem pelo Clube Delta, o Tuidara muda para o 2º Batalhão de Polícia do Exército e continua ativo mesmo após o furto dos contêineres.

Uma geração formada no próprio Tuidara

Filipe Garcia Ribeiro torna-se o primeiro presidente a ter iniciado sua trajetória no Grupo como lobinho. A Tropa Ashantis volta a ser mista.

Uma trajetória completa pelos quatro ramos

Ao conquistar a Insígnia de B.P., Beatriz de Souza Bonfim torna-se a primeira jovem do Tuidara a reunir os reconhecimentos máximos dos ramos Lobinho, Escoteiro, Sênior e Pioneiro.

O Tuidara dentro de cada casa

Na pandemia, reuniões, cerimônias e atividades educativas passam ao ambiente online, preservando vínculos e pertencimento.

Dois caminhos voltam a se encontrar

Sem poder retornar ao quartel, o Tuidara compartilha o parque do Órion. Mais de vinte anos depois, os dois grupos voltam a formar uma comunidade.

Uma nova sede começa a surgir

A Prefeitura propõe a troca da antiga área por um novo terreno. O Grupo começa a ocupar a sede atual e investir no espaço.

Tradições recuperadas e um Jamboree histórico

Os jovens encerram a Patrulha Falcão e reabrem a Pantera. Em julho, o Grupo participa do Jamboree do Centenário.

Da progressão juvenil à formação como escotista

Já como adulta voluntária, Beatriz conquista a Insígnia da Madeira e torna-se a primeira pessoa do Tuidara a reunir os quatro reconhecimentos máximos juvenis e essa etapa da formação adulta.

Dez anos para continuar construindo

Um decreto municipal confirma a troca dos terrenos e concede ao Tuidara permissão de uso da sede atual por dez anos. O Grupo também é representado no Moot Mundial em Portugal.

Um novo Programa Educativo

O Tuidara adapta suas seções e inicia a formação de sua primeira Ninhada do Ramo Filhotes, para crianças de 5 a 6 anos e meio.

O Ramo Pioneiro continua abrindo caminhos

Gisely Machiaveli de Amorim e Lucas Dalmas Batista e Souza representam o Tuidara no 2º Moot Nacional Pioneiro, na Serra Gaúcha.

“A verdadeira sede do Tuidara nunca foi formada apenas por paredes.”

Ela sempre esteve nas pessoas que decidiram permanecer: nos adultos que ofereceram seu tempo, nas famílias que confiaram no Grupo e nos jovens que fizeram suas promessas.